06/04/2017 - 18:22

Procuradores do Estado trabalham em situação precária no Piauí. ÊITA, GOVERNO!

Alegando falta de paridade com a Defensoria Pública e com o Ministério Público, procuradores do Estado do Piauí entregaram os cargos de chefia e de comissão e já comunicaram oficialmente uma greve geral a ser iniciada na próxima segunda-feira (10/04). São 70 procuradores e a greve só não atingiria o procurador chefe e o adjunto, como informa Maria de Lourdes Terto Madeira, presidente da Associação Piauiense dos Procuradores do Estado.

No documento divulgado não cita, mas se informa entre os procuradores que houve forte reação dentro da categoria ao decreto-lei 17084, assinado pelo governador Wellington Dias em que praticamente tira poderes da PGE e concentra decisões típicas de procurador no âmbito da Secretaria estadual de Fazenda.

Os procuradores encaminharam oficio nesta quinta-feira (06/04) ao governador Wellington Dias e ao procurador geral do Estado, Plínio Clerton, fazendo o comunicado formal do movimento de paralisação da categoria. Lourdes Terto informou que os procuradores em greve continuarão todos os dias indo ao local de trabalho para não deixar que os processos que já tramitam sofram prejuízos.

“Apenas vamos fazer com que os processos não sofram perdas de prazos”, informa, acrescentando que a estrutura da Procuradoria de Justiça do Estado é caótica.

“Aqui falta até veículos em quantidade suficiente para levar os procuradores para as audiências. Eles usam o próprio veículo. Falta o pagamento de diárias de viagens e até acompanhamento de processos no interior deixam de ser realizadas por falta de transporte. Isso sem falar que quando um procurador entra de férias, sobrecarrega outro procurador que não recebe pagamento pelo trabalho dobrado”.

A reportagem do Portal AI5 não conseguiu falar com o secretário de Administração do Estado, Franzé Silva, sobre o assunto, mas o procurador chefe, Plínio Clerton, atendeu a reportagem. Disse que não havia sido comunicado sobre a greve e que não existe nenhuma carência na Procuradoria Geral do Estado.

A presidente da Associação Piauiense dos Procuradores do Estado, Lourdes Terto, finaliza dizendo que a paridade entre Defensoria Pública, Ministério Público do Estado, é histórica, mas que nos últimos 12 meses, a diferença salta aos olhos, inclusive na remuneração.

 

 

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